<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542</id><updated>2011-10-03T07:11:16.004-07:00</updated><title type='text'>A História dos Seios</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-2622689002973948912</id><published>2010-02-28T10:00:00.000-08:00</published><updated>2010-04-15T09:01:01.074-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(...) Ontem mal cheguei à sua casa me fez as mesmas perguntas como de costume e, antes que eu respondesse, estalou um beijo em cada uma de minhas mamas me envolvendo com a sua mágica, disse: “vai passar”, beijando-os mais uma vez, “agora já passou”, me abraçando e jogando seu corpo de fada em cima de mim. Depois disso coloquei-a em meu colo, sentadinha, e ficamos muito tempo abraçadas vendo um filme na televisão. Estou completamente curada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;página 51, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A História dos Seios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;História dos Seios&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt; é um pequeno grande livro, que expõe, como diz o título, os pomos da feminilidade desde sua primavera. Os mesmos seios que, de modo geral, são a metáfora daquilo que se pretende guardar ou que pretende ser o abrigo, em clichês como "no seio" da sociedade, ou "no seio" da civilização, ou "no seio da Mãe Terra". (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Em suma, diversas figuras do imaginário feminino repontam em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A História dos Seios&lt;/span&gt;, entremeadas por  relâmpagos de ironia, reflexão e poesia. Tudo isso faz com que o livro de Rosália seja imperdível, por sua coragem de falar sem subterfúgios de um tema tão fundamental, mas quase sempre engolfado por um erotismo prêt-à-porter, ou oculto pelo pudor de exibir a dor. Os seios, essa grande metáfora sob a qual todos nos abrigamos gregos e baianos, desde que o mundo é mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geraldo Carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/o-espectro-semantico-dos-seios.html"&gt;Leia na íntegra.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Como comprar o livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rGr2cojyI/AAAAAAAAACE/8XglQq0ze2k/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 171px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rGr2cojyI/AAAAAAAAACE/8XglQq0ze2k/s400/capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443381556282953506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para adquirir o mais novo lançamento da poeta Rosália Milsztajn envie seus dados e o número do seu CEP, para o cálculo do frete,  para o email &lt;a style="color: rgb(204, 153, 51);" href="http://www.blogger.com/ahistoriadosseios@gmail.com"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;ahistoriadosseios@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compra deverá ser feita via depósito em conta corrente da autora e o livro será postado via Correios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valor: R$25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 2010 Rosália Milsztajn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-2622689002973948912?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/2622689002973948912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/livro-de-rosalia-ja-e-um-sucesso.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2622689002973948912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2622689002973948912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/livro-de-rosalia-ja-e-um-sucesso.html' title=''/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rGr2cojyI/AAAAAAAAACE/8XglQq0ze2k/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-2320423928880871566</id><published>2010-02-27T15:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T20:25:35.020-08:00</updated><title type='text'>Prefácio</title><content type='html'>São tantas mulheres, tantas fases da vida, tantas percepções,&lt;br /&gt;e sabe-se lá quantos desafios. Rosália fala por elas, exprime o&lt;br /&gt;encanto feminino que cada um tem dentro de si. Se as rosas&lt;br /&gt;não falam, os seios contam suas histórias serenamente. São&lt;br /&gt;histórias das descobertas do mundo, dos prazeres da carne e&lt;br /&gt;da alma, e também dos horrores que nos atordoam. É através&lt;br /&gt;das personagens vividas por Rosália que viajamos pela&lt;br /&gt;linha tênue que separa o mundo real do imaginário, do que&lt;br /&gt;enxergamos em nós mesmos e do que é percebido pelos outros.&lt;br /&gt;São muitos exemplos, e às vezes me passa a sensação de&lt;br /&gt;que já fomos assim um dia, ou um dia seremos como elas...&lt;br /&gt;Tomara que sim.&lt;br /&gt;Uma dessas mulheres – forte, porém pouco confiante em si&lt;br /&gt;mesma – decide ter um bebê (aposto que foi cesárea) e acha&lt;br /&gt;que o leite é pouco; queria dar mais para seu bebê. Com o&lt;br /&gt;passar do tempo, descobre o equilíbrio da sua própria vida.&lt;br /&gt;Outra se decepciona com os seios murchinhos após a amamentação&lt;br /&gt;e pensa em restaurar a autoestima com uma cirurgia&lt;br /&gt;estética. É, nesse caso, não há análise que dê jeito; é&lt;br /&gt;bisturi mesmo.&lt;br /&gt;É incrível ver o poder de transformação que as próteses de&lt;br /&gt;silicone exercem em algumas mulheres. Até parece que uma&lt;br /&gt;dose de superpoderes vem junto com a nova modelagem dos&lt;br /&gt;seios: aperta aqui, estica lá e surge uma nova mulher – ou seria&lt;br /&gt;você mesma? E o poder dos médicos? Santos ou loucos,&lt;br /&gt;poetas ou bárbaros, seja lá o que forem, são sábios, mágicos&lt;br /&gt;e merecem nosso respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fui a Nova York, tinha 12 anos. É maravilhoso ter&lt;br /&gt;a lembrança dos bons momentos que vivemos e como isso&lt;br /&gt;nos modela e nos torna resilientes. Na vida, sempre fazemos&lt;br /&gt;opções. O tempo todo decidimos como ver cada situação,&lt;br /&gt;por que nos envolver em alguns embaraços e como sair deles.&lt;br /&gt;Creio que Nova York exerce um encanto em quem visita&lt;br /&gt;a cidade, e também encanta Rosália em seus livros. Neste,&lt;br /&gt;uma mulher madura acorda com vontade de ir a Nova York,&lt;br /&gt;acessa a internet, e descobre nas lembranças a linda cinderela&lt;br /&gt;que guarda dentro de si.&lt;br /&gt;Ela brinca, revive experiências do passado, transforma a dor&lt;br /&gt;em poesia. A vida inteira passa nos minutos que antecedem&lt;br /&gt;o primeiro corte de bisturi. É incrível sentir sua percepção&lt;br /&gt;do mundo, das reações das pessoas. A força de dentro de&lt;br /&gt;si própria vem com tudo nesse novo livro da Rosália, que&lt;br /&gt;exibe as metamorfoses da mente que antecederam aquelas&lt;br /&gt;do corpo. O fantasma do câncer na família gera ansiedades,&lt;br /&gt;medos, fugas e novos desafios. A era genômica trouxe a possibilidade&lt;br /&gt;do exame de DNA. O teste, quando não é bem&lt;br /&gt;explicado, pode vir como uma sentença, um carma. As expectativas&lt;br /&gt;de um resultado positivo têm de ser trabalhadas&lt;br /&gt;com cuidado, com tempo, e com especialistas.&lt;br /&gt;Me pergunto muitas vezes, como num exercício diário, o&lt;br /&gt;que faz uma mulher retirar os seios preventivamente. Seria&lt;br /&gt;uma opção da vida moderna, que traz o “corre-corre” do dia&lt;br /&gt;a dia, para resolver o problema objetivamente? Como abrir&lt;br /&gt;um espaço na concorrida agenda já que “não tenho tempo&lt;br /&gt;a perder”? Seria uma mistura de amadurecimento e medo,&lt;br /&gt;resultantes da “cancerofobia” ou da ciência de um risco ge9&lt;br /&gt;nético que aumenta as chances de ter câncer de mama em&lt;br /&gt;vinte vezes? Ou seria uma decisão do médico ou da família,&lt;br /&gt;que lavam da mente a vontade ou a capacidade de reagir?&lt;br /&gt;Os motivos podem ser vários, mas o fato é que todas buscam&lt;br /&gt;um recomeço, um dia de amanhã, o fim de um ciclo. E&lt;br /&gt;o que leva uma mulher a optar por deixar seus “peitinhos”&lt;br /&gt;ali quietinhos? Acreditar num ato de fé, que a força interior&lt;br /&gt;pode mudar o destino, que a medicina avançou suficientemente&lt;br /&gt;no diagnóstico e no tratamento precoce, que está&lt;br /&gt;fora das estatísticas, ou simplesmente que a hora ainda não&lt;br /&gt;chegou. Todas estão certas, cada uma tem suas razões. O&lt;br /&gt;importante é o amparo dos amigos, da família, dos médicos,&lt;br /&gt;e o aconselhamento genético. A saúde vale muito, a vida vale&lt;br /&gt;mais, a felicidade... Ah, essa nem se fala.&lt;br /&gt;No final, o resultado: mamas novinhas em folha, e certo alívio.&lt;br /&gt;Vêm os olhares críticos de estranheza e a pergunta “será&lt;br /&gt;que são minhas?”. Claro que sim, você comprou, ou melhor,&lt;br /&gt;o convênio pagou. Não importa, os dias continuam nascendo,&lt;br /&gt;um após o outro, e os seios de Rosália ainda terão muita&lt;br /&gt;história para nos contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Cláudio Casali da Rocha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-2320423928880871566?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/2320423928880871566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/prefacio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2320423928880871566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2320423928880871566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/prefacio.html' title='Prefácio'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-642080705758388925</id><published>2010-02-27T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T19:39:41.599-08:00</updated><title type='text'>Eu leitora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;De minha mãe a música&lt;br /&gt;De meu pai a métrica&lt;br /&gt;De mim a poesia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Partindo do que me tornei, isto é, uma poeta, médica e psicanalista, tentarei tecer algumas hipóteses, retratadas como narrativas de minha história pessoal, numa espécie de sistematização convergente para esse futuro que é esse aqui e agora. Além disso, quando se entende que ler, não é tão somente ler livros e mais do que isso é ler como interpretação do mundo, venho esclarecer que julgo essas teorias de formação de leitores muito válidas, isto é, a valorização da família, da infância, dos iniciadores, dos exemplos, da escola, dos professores, e etc., mas penso que são influências complementares de um outro conhecimento que adquiri como psicanalista. Além desse conhecimento penso que o autor Turner, um neurolinguísta, concorda que antes da criança freqüentar a escola e longe de se atribuir toda a formação e responsabilidade aos pais e professores a respeito da formação de um leitor, a criança alberga dentro de si possibilidades e limitações  de aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me debruçarei aqui sobre essas teorias, mas só para lembrar e citar esse conhecimento que há muito já faz parte da cultura de nosso século. A psicanálise trouxe para o nosso conhecimento, que o fundante de uma relação do sujeito com a vida, vem de seus relacionamentos da mais tenra infância. Então penso que a relação da mãe com seu bebê dará a estrutura principal da criança ver o mundo e interpretá-lo. Mais adiante em seu desenvolvimento, o indivíduo será influenciado pela relação com o pai, com a sexualidade a ser delineada com a repressão que se instala sob a égide do complexo de Édipo e suas constelações, que constituirão o arcabouço para a entrada na relação com o outro, com o social, com a leitura e suas influências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas influências posteriores continuam a dar forma e estrutura a esse ser humano, alargando ou não sua interpretação e leitura do mundo, dando continuidade a sua formação pela vida afora. É bom também que se esclareça que depois dessas figuras parentais principais, isto é pai, mãe, as outras pessoas, como por exemplo, os professores, iniciadores ou continuadores, irão se superpor às primeiras influências. Aí teremos o papel fundamental dos iniciadores, professores, dos continuadores fortalecendo um bom vínculo com o mundo já feito ou acrescentando novos traumas à vida daquele ser em formação contínua. Portanto o papel dos professores, do resto da família, da escola,  ocupa um lugar preponderante na formação desse leitor de mundo e de  livros, assim como a cultura em volta, toda a mídia com seus meios propiciadores ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha trajetória de leitura foi inaugurada pela presença do meu pai. Assim, fortalecendo minha crença de que a transmissão de conhecimento é principalmente afetiva. E dessa forma, com ele aprendi a gostar de ler e como conseqüência a escrever e tornar-me hoje o que sou. Meu pai colocava-me para dormir e me embalava contando histórias da bíblia. E contava de um jeito tão interessante, assim, sem o caráter religioso propriamente dito. Eram como se fossem fábulas, crônicas cheias de humor, alegria, delicadeza e a percepção do emocional dos seres humanos. Ouvi por muitas e muitas vezes sem me cansar as histórias de José e seus irmãos, O rei Davi, o rei Salomão onde meu pai detalhava os sentimentos de inveja dos irmãos, a tentação da traição, a paixão, a sabedoria e o não preconceito, respectivamente. Acrescidos a esse alargamento da percepção do mundo dado pelo meu pai, minha mãe era muito musical e minha casa era mobiliada de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto contribuiu para criar um estado de encantaria dentro de mim e praticamente vivi parte de minha infância sob este estado entre o devaneio e a realidade. Acredito que esse “faz de conta”, esse “entre”, contribuiu muito para a minha criatividade poética, meu pensamento em imagens e minhas associações livres, próprias de um estado de criação quando escrevo poesia ou quando trabalho em meu consultório de psicanálise. Assim as outras artes como a música e o ballet que comecei a aprender desde muito cedo, contribuíram para minha formação de leitora. Lembro-me que vinha do subúrbio, onde eu morei até os 12 anos, para aprender ballet em Copacabana. Esse caminho era como se eu fosse uma flaneuse a observar as pessoas no trem e depois nos ônibus e nas ruas em Copacabana. Neste trajeto, eu aos quatro ou cinco anos estava aprendendo a ler e lia todos os néons através das janelas dos ônibus, as propagandas espalhadas nos outdoors e tudo o que havia de letra e palavras à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, observei que o que eu lia fazia sentido no nome que as pessoas davam às coisas. Tinha uma sensação de pertencer, de falar a mesma língua e uma sensação de prazer pelo poder de comunicar o que eu sentia e todo mundo poder compreender. Ao juntar as sílabas, as palavras que eu ia lendo, me surpreendiam, ao mesmo tempo em que aguçavam minha percepção do que acontecia ao meu redor, e a maneira como elas davam sentimentos e sentidos ao mundo. Além disso, vez por outra alguma palavra permanecia em minha mente como um jogo lúdico de mistério e musicalidade. Por exemplo, paralelepípedo, inconstitucionalissimamente. E outras palavras mais comuns, mas que se tornavam intrigantes, pela repetição sem fim delas e a percepção de uma certa autonomia em relação ao que significavam. Por exemplo, ao falar mesa, mesa, inúmeras vezes, essa mesa falada já não era como a primeira da significação do objeto mesa. Neste momento parecia que havia percebido a arbitrariedade do signo lingüístico e principalmente a música e o ritmo das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início de meu aprendizado de leitura no curso primário, as palavras logo se apresentaram como brinquedos para mim. Repeti-las até desprenderem-se delas o significado transformando-as em sons, músicas, assim como em imagens que bailavam fazendo coreografias. Mais tarde no vestibular de medicina, onde a Química e a Física eram novidades para mim, as fórmulas eram dançarinas e realizavam em meus sonhos verdadeiros ballets. Lembro-me quando vínhamos do subúrbio para a casa de minha avó em Copacabana passar os finais de semana. Na praia, uma das minhas brincadeiras favoritas era escrever com um pauzinho de picolé perdido na areia, letras e palavras recém aprendidas na escola e vê-las apagarem-se levadas pelas ondas do mar. Era como se os lápis, as borrachas, as palavras estivessem no mundo, na natureza ao meu redor e tudo se transformava em leitura e escrita e minha maneira de conhecer o mundo.Mais que a escola, o mundo, a natureza, as pessoas sempre foram os meus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola era completamente incluída em minha vida de brincadeiras. Com minhas bonecas me transformava em professora, e as ensinava a ler e escrever em meu pequeno quadro negro que pedi de presente aos cinco anos de idade para meus pais. Talvez esse meu primeiro gostar esteja relacionado a uma boa professora no primário que por hipótese, foi um pouco substituta de minha mãe. Aquela que me dava muito atenção e me permitia ser como ela em minha fantasia.&lt;br /&gt;Na infância os livros nas estantes de minha casa eram encadernados, a maioria livros de rezas de meu pai cheios de mistério, com cheiro de guardado, alguns muito antigos com folhas já meio amareladas, escritos em hebraico que suscitava enorme curiosidade e ao mesmo tempo medo.&lt;br /&gt;Outros livros eram coleções também encadernadas como, por exemplo, “O mundo da criança” e Monteiro Lobato, que li várias vezes. “No mundo da criança” adorava as ilustrações que me faziam sonhar com outros lugares possíveis e muitas vezes desejei entrar por dentro dos livros e usufruir todas aquelas paisagens desenhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de serem livros esteticamente bonitos, traziam para mim sempre algum ensinamento, de certa forma dando continuidade às histórias contadas pelo meu pai. Gostava muito também de revista em quadrinhos e a banca de jornal na esquina de minha casa era um pouco minha Disneylândia. A primeira biblioteca que conheci era de minha escola onde tive a oportunidade de ler praticamente todos os livros de Contos de Fadas, enquanto os indicados em sala de aula pelos professores, eram considerados por mim muito maçantes. A palavra para mim sempre esteve associada às imagens e não gostava de ler livros com letras pequenas sem ilustrações. A influência de indicação de leitura de livros continuava a ser, até o início de minha adolescência, minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã que me indicou um autor chamado A.J. Cronin que era um médico que descrevia seus casos e tramas de pacientes. Fiquei praticamente viciada nessas leituras e na biblioteca do IBEU, onde estudava inglês, peguei emprestado tudo que estava disponível desse autor. Nesta biblioteca maior que de minha escola, pedia muitas vezes à bibliotecária que me indicasse algum livro que ela achasse bom. Não queria ficar longe dali. Parecia que aquele lugar cheio de livros teria por detrás das estantes abarrotadas,  pessoas que tinham sentido, escrito, vivido a vida antes de mim e me fazia sentir que estava para sempre bem acompanhada. Até hoje quando entro em alguma biblioteca ou livraria tenho a sensação de um lugar muito cheio de gente e de conversas. Lembro-me de meu pai falando muitos nomes de sábios que eu não conhecia. Falava num sujeito chamado Freud, declamava poemas de Garcia Lorca, de inventores, descobridores, que mais tarde os reconheci na carreira que acabei escolhendo. Os deveres de casa, as pesquisas pedidas pelos professores de escola, me encaminharam para as enciclopédias onde pude tomar contato superficialmente pelo menos com uma grande variedade de temas. Num certo momento comecei a escolher minhas próprias leituras e o livro que mais me marcou neste período foi “Sidarta”, de Herman Hesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como se tivesse aberto um clarão na minha vida, e as noções de silêncio, percepção, destino, sabedoria se infiltraram em meus pensamentos e preocupações. O resto de minha adolescência foi encaminhado para a escolha de uma profissão e passei a não ler mais literatura e simplesmente estudar para o vestibular de medicina. Minha formação médica e mais tarde psicanalítica me tomou tão completamente e meu tempo de leitura voltou-se praticamente para leituras técnicas. Passei longos dez anos assim. Aos quarenta anos de idade a poesia foi me procurar. E numa madrugada sem poder pegar no sono porque palavras dançavam em minha mente, fui até a mesa de trabalho e comecei, não, recomecei a escrever poesia. Digo recomecei porque na infância já escrevia. Só que não me lembrava. Ganhei um concurso de redação sobre o dia das mães de toda a escola aos 8 anos de idade,  e no dia de ser premiada minha mãe não estava na platéia. Por todos esses anos bloqueei esse meu talento. De alguma forma, justificando a experiência traumática que pode ter as relações familiares formadoras. Embora mais tarde pude compreender a sua impossibilidade. Ela trabalhava muito arduamente naquela época.&lt;br /&gt;Aos quarenta anos, nessa madrugada a poesia mais uma vez revelou-se para mim e nunca mais me deixou. A partir daí, o que faltava era um reconhecimento dessa minha identidade por mim e pela comunidade à minha volta. Entrei em concursos de poesia, quase repetindo um pouco o concurso que aconteceu em minha infância, só que desta vez, a presença, e o reconhecimento dos orientadores e novos amigos poetas que comecei a reconhecer e freqüentar aconteceu. Essa comunidade artística me deu todo o apoio e reconhecimento. E com ela participei de muitos recitais de poesia em bares e livrarias da cidade do Rio de Janeiro, fazendo parte do movimento poético muito forte que se instalou aqui desde os anos 90. Com minha atividade de poeta comecei a publicar livros. Hoje tenho quatro livros publicados e assim acompanho a edição e publicação deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do cheiro de papel, a tinta, o ambiente da gráfica que me entorpeciam, toda essa atividade artística reproduziu e trouxe para a minha atualidade um pouco de minha maneira de viver e o meu sentir da infância. Isto é, a artista que já era nos meus tenros anos. Mas que só pôde reaparecer e viver com o contato de outros poetas, por exemplo nas oficinas de poesia da Biblioteca Nacional e os que eu comecei a ler e me identificar, por exemplo, Drummond, Cecília Meirelles, Whittman, Sheakesperare, etc. Posso dizer é que a comunidade artística e as leituras que adquiri mais tarde me reencaminharam para aquilo que sempre havia sido e influenciada pelos meus pais e o ambiente da minha infância. Reapareceram em minha lembrança, os cheiros, as capas duras dos livros que manuseava na infância, e todo o prazer que circulava em contato com esse material que passou a fazer parte permanente de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália Milsztajn&lt;br /&gt;Rio de janeiro, 4 de outubro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-642080705758388925?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/642080705758388925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/eu-leitora.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/642080705758388925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/642080705758388925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/eu-leitora.html' title='Eu leitora'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-1783023295147613327</id><published>2010-02-27T11:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T20:25:03.648-08:00</updated><title type='text'>Uma entrevista com a poeta</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt; &lt;link rel="File-List" href="file:///C:/DOCUME%7E1/fnac/LOCALS%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0in; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT;} @page Section1 	{size:8.5in 11.0in; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:.5in; 	mso-footer-margin:.5in; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} -&lt;/style&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como surgiu o seu interesse pela literatura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália: Desde muito cedo gostava de escrever e lia na infância e adolescência contos de fadas, Monteiro Lobato e toda a leitura dita apropriada para a minha faixa etária. Ganhei concursos de escrita em escola primária e curso ginasial. Houve um período de mais ou menos vinte anos que não escrevi e até havia esquecido que escrevia. Me dedicava à medicina e à psicanálise que me tomavam todo o tempo. Até que numa madrugada de 1988 o chamado voltou e nunca mais parei. Enquanto não sentasse e escrevesse o verso musical que não saía de minha cabeça não conseguia dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que inspira a escrita e a poesia? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália: Para uma escritora tudo é motivo de produção literária. Claro que requer disciplina, treinamento. É como um ofício escrever todos os dias. Porém existem situações onde a "inspiração", desejo ou melhor ainda a necessidade se impõe, - na perda, em lutos, um novo amor, uma situação de abalo social ou uma transformação que pode ser a chegada da primavera, um amanhecer lindo, quer dizer , - o contato direto com o desconhecido que provoca no nosso ser o incremento de intensidades afetivas e emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais livros você tem publicados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália: Tenho seis livros de poesia escritos sendo que apenas quatro deles foram publicados. São eles: No Azul (1991), Itgadal, memória dos ausentes (1996), Luminosidades (1999), Aqui dentro de mim (2003). Agora lanço o quinto livro, que é de prosa, A História do Seios (2010).&lt;br /&gt;Também tenho participado de várias antologias no Brasil e alguns poemas traduzidos para o francês e espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais poetas e escritores que você mais gosta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália: Cecília Meireles, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Sheakespeare, Walt Whitman, Rimbaud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais as suas outras atividades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosália: Além de escrever tenho a minha clínica de psicanálise que exerço desde 1980. Além de atender meus pacientes dou palestras e cursos nessas duas áreas de meu interesse: literatura e psicanálise.Tenho grupos de estudos onde trabalho temas como a criação artística, poesia, arte e psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-1783023295147613327?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/1783023295147613327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/uma-entrevista-com-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/1783023295147613327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/1783023295147613327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/uma-entrevista-com-poeta.html' title='Uma entrevista com a poeta'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-8028537218102996330</id><published>2010-02-27T10:30:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T19:31:05.001-08:00</updated><title type='text'>Sobre a autora</title><content type='html'>Rosália Milsztajn é carioca, poeta, médica psiquiatra formada pela UFRJ. Exerce atualmente a psicanálise. Especializou-se em Literatura Brasileira pela PUC-Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicou quatro livros de poesia: No Azul (Imago, 1991), Itgadal – Memória dos Ausentes (Diadorim, 1997), Luminosidades (7Letras, 2000) e Aqui dentro de mim (Aeroplano, 2003). Com este último livro ganhou uma resenha no caderno Idéias do Jornal do Brasil pelo poeta e doutor em Letras André Gardel. &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/diccao-feminina-em-busca-de-poesia.html"&gt;Clique aqui para ler a resenha na íntegra. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E acaba de lançar seu primeiro livro de prosa: A História dos Seios (7Letras, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://rosaliamilsztajn.blogspot.com/"&gt;Clique aqui para saber mais sobre sua obra poética. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealizadora do evento de poesia Saber de Verso (com o debate da poesia e outras áreas do saber) na livraria Ponte de Tábuas, 1999, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999 venceu o Prêmio SESC de Poesia do Estado do Rio de Janeiro. Seus poemas foram publicados em antologias como Contos e Poemas do Brasil (1990), Por um poema de amor (1995), Oitenta poetas do Rio (1998), Poemas Cariocas (2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jornais e revistas como Poesia Sempre (Biblioteca Nacional), Jornal Vaia de Porto Alegre, RS, Poesia Viva, Rio Letras (RJ), Jalons (Nantes, França), Littero-Cultural (RO).&lt;br /&gt;Jornais da internet: Agulha, Palavrarte, Blocos, Alma de Poeta, Usina de Palavras, Patife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu quinto livro de poesias inéditas aguarda a publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/uma-entrevista-com-poeta.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clique e leia uma entrevista com Rosália Milsztajn&lt;/span&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-8028537218102996330?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/8028537218102996330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/sobre-autora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8028537218102996330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8028537218102996330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/sobre-autora.html' title='Sobre a autora'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-8602790685171995677</id><published>2010-02-27T10:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T20:24:00.683-08:00</updated><title type='text'>O espectro semântico dos seios</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;História dos Seios&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt; é um pequeno grande livro, que expõe, como diz o título, os pomos da feminilidade desde sua primavera. Os mesmos seios que, de modo geral, são a metáfora daquilo que se pretende guardar ou que pretende ser o abrigo, em clichês como "no seio" da sociedade, ou "no seio" da civilização, ou "no seio da Mãe Terra". Aqui, esses seios se expõem com as aurélolas pintadas de merthiolate, e já nas frases iniciais se revelam signos assinalados pela tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida e morte espreitam o leitor desde o primeiro parágrafo. Rosália Milsztajn expões sua dor com coragem, sem autopiedade. E faz com que essa experiência se amplifique e pertença a todas as mulheres, e, por inexorável extensão, a todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de Rosália, a destinação natural da mulher dialoga com a destinação cósmica. E até mesmo com a destinação cômica. Atmosferas se alternam. Surgem palavras terríveis extraídas do grego: Esteriotaxia. Os seios são objeto de especulação metafísica e estética. Tal como o coque de sua avó, o seio pode ser apenas estrutura imaginária de arame, que o acaso ou um Deus a serviço da genética cismou de por a nu. Ou um mero conjunto de arquiteturas anatômicas sobre as quais depositamos símbolos de nossa origem, ou nossas primeiras imagens do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não deve ser por acaso que a variedade semântica da palavra seio parece inventada por um clube de poetas. Segundo o dicionário Houaiss, às vezes significa dobra, bojo de vela enfunada pelo vento, sem contar as acepções mais conhecidas: mama ou colo. Entre as derivações por metonímia e metáfora, é também "o mais recôndito de um ser; alma; espírito." Tudo isso Rosália sabe sugerir, sem jamais parecer professorl, sem jamais ditar regras. E sem plumas de literatice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, quando o relato parece caminhar implacavelmente para um desenlace trágico, duas novas mamas são implantadas na protagonista. Sentimentos inesperados são suscitados pelos novos seios: a alegria, o desejo, a culpa por ter transformado um episódio patológico - isto é, os nódulos nas mamas - num carnaval da carne, isto é, as novas mamas queen sizen. Que provocam a alternância de medo e êxtase: a fantasia de uma morte iminente se instila no texto, contraponteada por explosões de exibicionismo, em que a pulsão vital torna imperioso mostrar a nova versão dos seios a antigos ou futuros amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, diversas figuras do imaginário feminino repontam em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A História dos Seios&lt;/span&gt;, entremeadas por relâmpagos de ironia, reflexão e poesia. Tudo isso faz com que o livro de Rosália seja imperdível, por sua coragem de falar sem subterfúgios de um tema tão fundamental, mas quase sempre engolfado por um erotismo prêt-à-porter, ou oculto pelo pudor de exibir a dor. Os seios, essa grande metáfora sob a qual todos nos abrigamos gregos e baianos, desde que o mundo é mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Geraldo Carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-8602790685171995677?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/8602790685171995677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/o-espectro-semantico-dos-seios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8602790685171995677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8602790685171995677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/o-espectro-semantico-dos-seios.html' title='O espectro semântico dos seios'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-6986869302273122140</id><published>2010-02-27T09:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T20:24:29.523-08:00</updated><title type='text'>Dicção feminina em busca de poesia</title><content type='html'>por Andre Gardel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia de voz feminina na literatura brasileira vem se expandido de modo surpreendente nas últimas décadas. Hoje em dia, se quisermos fazer, ao sabor da memória, um rápido levantamento, já podemos montar um bom time de poetas que qualificam essa sutil e polêmica variação timbrística de gênero da linguagem poética: Lélia Coelho Frota, Adélia Prado, Olga Savary, Ana Cristina César, Leila Miccolis, Alice Ruiz, Cláudia Roquette-Pinto, Lu Menezes, Elisa Lucinda, Helena Ortiz, Thereza Christina Rocque da Motta...Contudo, mais do que uma possível equivalência quantitativa ou qualitativa com a produção masculina, é importante ressaltar que a afirmação de dicções femininas no cenário contemporâneo trouxe a reboque, com o auxílio dos estudos culturais e do pensamento off canone, disseminados entre nós por volta dos anos 90, o interesse pelas vozes que concebem seus discursos a partir de lugares de fala étnicos, religiosos, dos excluídos por questões sócio-econômicas e sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia de Rosália Milsztajn pode ser pensada na confluência de duas dessas tendências: uma voz a um só tempo feminina e judia. Mas o que poderia ser mais do que uma delimitação religiosa e de gênero, uma limitação temática e estilística, ou pior, uma não problematização de questões como valor literário ou enfrentamento poético da tragédia da existência, críticas a que estão sujeitas as obras que surgem sob o viés culturalista nos dias de hoje, na produção de Rosália assume contornos bem mais instigantes. Primeiro porque ser judia e ser mulher, temas recorrentes no fluxo semântico dos seus poemas, aparecem como figurações de uma sensibilidade estruturada de modo multiforme, se construindo nos limites do humano e da linguagem; depois, porque em nenhum momento temos a sensação de estarmos diante de uma produção panfletária ou politicamente correta, mas sim diante de uma obra, acima de tudo, poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que podemos comprovar no quarto livro da psicanalista e poeta, Aqui dentro de mim, recém lançado pela editora Aeroplano. Mas houve uma trajetória específica para que a autora pudesse chegar até esta poesia mais densa, que não dispensa o trabalho artesanal com as palavras nem o transbordamento vital. Depois da estréia com No azul (1991), em que as linhas básicas de sua poesia ainda estão sendo esboçadas; da afirmação da condição judaica com Itgadal, memória dos ausentes (1996) e das iluminações lúdicas, eróticas, dramáticas de Luminosidades (1999); só agora podemos apreender de modo nítido o movimento de alguns dos pares opositivos que compõem as cenas de sua poética: o estranhamento entre o movimento geral da cidade e o movimento subjetivo interno; a oscilação pendular entre as tonalidades trágico-sublimes e o ludismo pop; o dilaceramento da dor da separação e a aprendizagem da solidão não ansiosa; a textura fônica e semântica ora ríspida ora sutil na construção de linguagem correspondendo às performances da mulher delicada e da mulher fera; a poesia como fenômeno religioso, sagrado e como gracejo fugaz modernista; entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse jogo de espelhos invertidos só é possível, principalmente, pela opção da autora em estruturar Aqui dentro de mim a partir do espaço de um lugar de fala, e não de uma conceituação geral, o que acarreta na produção de um livro-álbum romântico, sem se prender a uma unidade temática (embora alguns fluxos de sentido dialoguem ao longo da multiplicidade de poemas dispostos), ao invés do livro-conceito clássico. Com isso, o mundo é visto de dentro, reverbera dentro de uma subjetividade que adquire contornos ora expressionistas (como no belo libelo ecológico Desazuis: “Sangra o céu/ Com o estupro dos homens/ A violência cega/ Irrompe em desazuis”), ora do cancioneiro de amigo com leve trava de amargura moderna (em As flores de lótus: “Sussurram as flores de lótus ao entardecer.../...falam, eu sei/ Por algum sentido de pétala que tenho/ Ou um sentido humano que possuem”), ora de denúncia e estranhamento neoconcretos (em Rio ensolarada: “Sol/ e/ solidão/ é o que sabe fazer esta cidade.../ cegando aos favorecidos e aos mendigos/ apodrecidos nas ruas que apodrecem...). Espaço de dentro que é também local em que é gerada a criação poética, de dentro da linguagem-mulher: “recriando meu ventre/ de verbo e palavras”, alimentada pelo silêncio e pela reflexão, provedores da palavra: “Aqui, bem aqui/ Onde é leite meu pensamento/ Entrego o seio/ À palavra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa mesma voz subjetiva que se permite sofrer interferências de várias procedências existenciais e estéticas que acaba por gerar uma certa irregularidade de invenção nos poemas do livro; o que não é de se estranhar numa poesia que nasce das zonas obscuras e impalpáveis do que ecoa por dentro... No entanto, essa oscilação abrupta entre o clichê não reciclado, a verdadeira criação poética e a competência e desempenho lingüísticos, vem se mostrando um procedimento muito comum na produção poética pós-moderna que se aventura pela horizontalidade de mapear vários padrões estilísticos, abandonando e implodindo em fragmentos dispersos as idéias de totalidade e profundidade. Em Aqui dentro de mim, essa tendência se entremostra na maior parte das vezes em que a autora resolve passear pela cultura pop, pelo micropoema ou quando força a nota do humor. Nada disso, porém, apaga as muitas estrelas e jatos de luz que podemos vislumbrar no céu interno do rico universo poético de Rosália Milsztajn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Resenha publicada no caderno Idéias do Jornal do Brasil em 24 de janeiro de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-6986869302273122140?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/6986869302273122140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/diccao-feminina-em-busca-de-poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/6986869302273122140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/6986869302273122140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/diccao-feminina-em-busca-de-poesia.html' title='Dicção feminina em busca de poesia'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-2804069724209680334</id><published>2010-02-26T19:33:00.000-08:00</published><updated>2010-04-22T08:25:16.939-07:00</updated><title type='text'>Fortuna Crítica</title><content type='html'>“Adorei o texto e estou deliciando-me com os poemas aos poucos. Quero te dizer da minha admiração e do quanto gosto do que você escreve. Poeta linda duas vezes, bênção em nossos eventos e quanta luz irradiada generosamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está entre as pessoas que quando olho, sinto uma profunda vontade de dizer poesia todo o dia só para convivermos Orgulho-me de tê-la encontrado e acolhido o seu poema no meu coração. Parabéns e reinvente-se sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In correspondências internet, julho 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;João Luiz, do Corujão da Poesia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Obrigado por suas Luminosidades, marcadas pelo despojamento e pela delicadeza, a exemplo do que se lê nos belos” Alimentação “e “ Pagode”, entre outros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In e-mail,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antonio Carlos Secchin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o seu sobrenome é complicado para mim, sua poesia não. Reparo que você não usa truques. Sua poesia é um afago. Vejo que você tem subterrâneos. Acho que os poetas tem que ter subterrâneos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Li seu Luminosidades reparei que houve um novo olhar, mais prático, mais sábio, do manuscrito para cá. Meus parabéns. Confirmo as palavras que escrevi sobre outro livro seu.Rosália é luminosa poeta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondências trocadas em 1997/1999.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manoel de Barros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu livro, “ Aqui dentro de mim”, representa ou guarda um movimento que avança em modos mais contidos e contundentes. E de um processo de enraizamento, seu, de ordem histórica, metafísica, dentre outros, a ponto de reclamar outras espessuras e camadas do dentro. Sua poesia é de muitas camadas e acho que deve ser assim como é, e afirmo que todas entram ao mesmo tempo, amplas, bonitas, com maturidade desses todos e daí o meu aplauso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondências trocadas em 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marco Lucchesi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gostei do seu livro de estréia, bonito desde o retrato da capa. Você herdou o azul de sua mãe, mais o dom de poder celebrar a beleza pela palavra. Gosto de sua dicção lírica pelo que ela tem de solto, anticonvencional, moderno. Você tem uma maneira velada e descontínua de colocar para fora a emoção. Isso redunda numa aura de mistério, pois as coisas são ditas de maneira vaga, como se houvesse um mar de silêncio em torno das palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondências trocadas em 2000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Astrid Cabral Félix de Sousa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou torcendo para que seu livro nasça pleno de muitas LUMINOSIDADES. Te acho uma pessoa muito legal e gosto de sua maneira de se relacionar com a poesia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lindas suas poesias pessoanas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondência internet, 1999/2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mano Melo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom me saber amigo de uma das melhores poetas da atualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondência internet, 2000/2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tanussi Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;“Me diz que dia é a sua leitura de relançamento de “Luminosidades”. Faço questão de ler um poema seu. Adoro o que você escreve. É uma admiração muito grande que tenho pelo seu trabalho, pela precisão de suas palavras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, correspondências internet, 2000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thereza Christina Rocque da Motta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rosália consegue deixar com força e maestria sua marca registrada. “Azul”, é muito mais que uma cor, passou a ser uma forma nova de leitura, uma nova maneira de ver e sentir o mundo e a vida. Rosália possivelmente uma autodidata de extrema sensibilidade, já que possui um estilo muito próprio e equilibrado de escrever. Equilibrado e profundo, pois sabe o que é escrever e como escrever. “Azul”, ficou sendo sinônimo de qualidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In, II Concurso de contos e poemas do Brasil, 1990&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comentário da Litteris editora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ahistoriadosseios.blogspot.com/"&gt;Home&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-2804069724209680334?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/2804069724209680334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/fortuna-critica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2804069724209680334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/2804069724209680334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/fortuna-critica.html' title='Fortuna Crítica'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-5966018425295313886</id><published>2010-02-25T15:34:00.000-08:00</published><updated>2010-03-28T15:38:36.603-07:00</updated><title type='text'>Fotos do Lançamento no Laura Alvim em 8 de Março de 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aFHHe4tI/AAAAAAAAAFE/lsFEA5DRwiM/s1600/rosalia9.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aFHHe4tI/AAAAAAAAAFE/lsFEA5DRwiM/s400/rosalia9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817455113593554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aE9MdcfI/AAAAAAAAAE8/43uUOK4N4VU/s1600/rosalia8.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aE9MdcfI/AAAAAAAAAE8/43uUOK4N4VU/s400/rosalia8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817452450116082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aEmIIzeI/AAAAAAAAAE0/3zkFLguJ7RI/s1600/rosalia7.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 263px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aEmIIzeI/AAAAAAAAAE0/3zkFLguJ7RI/s400/rosalia7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817446257970658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aEZ86esI/AAAAAAAAAEs/6HEKVTShyjg/s1600/rosalia6.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aEZ86esI/AAAAAAAAAEs/6HEKVTShyjg/s400/rosalia6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817442989669058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z1uNet7I/AAAAAAAAAEM/I28hTdi8NYs/s1600/rosalia2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z1uNet7I/AAAAAAAAAEM/I28hTdi8NYs/s400/rosalia2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817190729824178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z2sGqEyI/AAAAAAAAAEk/XHYlqMlYIyo/s1600/rosalia5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 269px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z2sGqEyI/AAAAAAAAAEk/XHYlqMlYIyo/s400/rosalia5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817207344206626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z2ImQuFI/AAAAAAAAAEc/DhVAzljDQ3M/s1600/rosalia4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z2ImQuFI/AAAAAAAAAEc/DhVAzljDQ3M/s400/rosalia4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817197813086290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z10lzMyI/AAAAAAAAAEU/7KXZOaKngFI/s1600/rosalia3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 263px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z10lzMyI/AAAAAAAAAEU/7KXZOaKngFI/s400/rosalia3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817192442442530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z1KzR2BI/AAAAAAAAAEE/gqOkAkiDMuk/s1600/rosalia1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 265px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_Z1KzR2BI/AAAAAAAAAEE/gqOkAkiDMuk/s400/rosalia1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453817181224687634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-5966018425295313886?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/5966018425295313886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/fotos-do-lancamento-no-laura-alvim-em-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/5966018425295313886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/5966018425295313886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/fotos-do-lancamento-no-laura-alvim-em-8.html' title='Fotos do Lançamento no Laura Alvim em 8 de Março de 2010'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S6_aFHHe4tI/AAAAAAAAAFE/lsFEA5DRwiM/s72-c/rosalia9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-8999441432390754747</id><published>2010-02-23T08:25:00.000-08:00</published><updated>2010-04-22T08:30:37.509-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre o livro A História dos Seios</title><content type='html'>"Rosália, como vai? Terminei de ler o seu livro e me surpreendi comigo própria, porque normalmente, sempre evito ler mais profundamente, sobre qualquer tema que envolva, sangue, cirurgias, doenças, etc. Pura frescura minha ... Mas comecei a ler e quando me dei conta, havia terminado e estava me sentindo muito bem.&lt;br /&gt;Achei muito original e pouco convencional a sua abordagem do tema. Você explorou muito bem e com sutileza, os seus lados de médica, psicanalista, poeta, mulher, etc sem ser invasiva. Dava para se perceber cada um destes lados, mas você, em momento algum, impôs ao leitor "a sua medicina" "a sua psicanálise" etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que você tenha com este livro, um bom retorno, em todos os sentidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Luiza Wilson, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Rosália... minha linda...amiga.&lt;br /&gt;Doeu. Passei o dia ontem com teu livro, mais do que entre as mãos, entre os braços, entre os seios...mais do que entre...lendo cada palavra com o mesmo amor daqueles santos que se iamginam na cruz...no lugar da pior dor...no lugar do outro...que não é outro mas a dor do que está em nós...e ao mesmo tempo que quase mata – redime.&lt;br /&gt;Em lágrimas...ainda estou. E se me permite, apesar e para além de tudo, dizer que o livro é belo, assim como rosto de Maria é sempre belo, embora tenha chorado sem parar em sua última aparição. Lembra quando chegávamos às gargalhadas nos lugares e dividíamos um espumante?&lt;br /&gt;Quero estar contigo, dia desses, para celebrar o triunfo da alegria de viver que teu livro acaba de me devolver.&lt;br /&gt;Te abraço forte como sempre, com amor,&lt;br /&gt;tua pequena cláudia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Claudia Ahimsa, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Querida Rosália: Li o seu livro assim que cheguei em casa e fiquei intrigado com a sua coragem em falar de um assunto que para as mulheres é tão difícil. A perda de um seio e muito complicada não só do aspecto clínico como do aspecto psicológico, como nós sabemos de priscas eras.Estudamos tanto isso de vários aspectos e em várias cadeiras.Porém, não só a parte literária intocável, como a sensibilidade e a delicadeza da abordagem me impressionou. É lógico que sei da importância dessa exposição. Desde os primórdios vemos como é culturalmente importante os seios. veja as pequenas esculturas de argila vermelha que eram produzidas no neolítico das "Evas" com tres seios, funcionando como símbolos da fertilidade, sendo que o terceiro seio servia como uma visão de uma produção não só de mais bebês, mas como de mais alimento para todos de uma maneira geral.esse ritual da fabricação das Evas com argila poderia servir como base para a história bíblica da Gênesis, onde o primeiro ser também era formado de barro. O ser feminino era então adorado ,se transformando em uma força dominante que veio a constituir um matriarcado poderoso. Com o correr do tempo, esse matriarcado foi substituído pela força dos muscúlos. Nada era mais poderoso do que a força dos homens numa batalha, ou mesmo em casa. A violência era um fator positivo e preponderante nesse mundo primevo e os seios perderam seu pedestal abruptamente.A primeira faraó-mulher, coisa impossível até então, amarrava sobre os seus seios faixas de gaze de uma maneira muito forte e apertada, de modo que escondesse essa falha de seu corpo, principalmente se tratando de que pretendia ser adorada como um faraó, um homem. É claro que apenas suprimir esse aparato fisiológico não era suficiente para tal missão, portanto adicionou à sua figura bigodes e barba postiças faraônicas e passou a usar calças compridas também. Não sei se passou a ir no banheiro em pé ou cantava carcará e outras coisas do genêro, mas a verdade é que foi um excelente faraó.A queima de sutiãs pelo movimento feminista,na década de sessenta, também foi um sinal que esta parte do corpo das mulheres é também a considerada a mais fragilizante do seu aspecto, mas que remetem a adoração que as orelhas do Mickey tinham sobre as crianças do mundo inteiro. É muito difícil e delicado de tratar desses símbolos, e o você o fez. Por isso tudo, assim como a construção poética e sintética do texto me fizeram admirá-lo. O seu texto está evoluindo brilhantemente e a conclusão é que passo a esperar um grande romance com ansiedade.&lt;br /&gt;Beijos do seu amigo Marcos Vasconcellos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcos Vasconcellos, 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olá, li e reli seu livro....livro profundo e poético...parabéns.....pelo talento, pela coragem, pela poesia ali presente....até a dedicatória, me surpreendeu....e comoveu......&lt;br /&gt;Grande abraço e até......."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mary Geluda, 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5201992839867908542-8999441432390754747?l=ahistoriadosseios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/feeds/8999441432390754747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/comentarios-de-historia-dos-seios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8999441432390754747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5201992839867908542/posts/default/8999441432390754747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahistoriadosseios.blogspot.com/2010/02/comentarios-de-historia-dos-seios.html' title='Comentários sobre o livro A História dos Seios'/><author><name>Rosália Milsztajn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03335467821237382693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S4rdD-f-dCI/AAAAAAAAACo/dxUSxLpUXRE/S220/ros.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5201992839867908542.post-4554492157766979683</id><published>2010-02-23T07:59:00.000-08:00</published><updated>2010-04-22T08:23:00.136-07:00</updated><title type='text'>Fotos do Lançamento na Consô Herkenhoff</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_YCbQ7WRf_28/S9Bocx-lzTI/AAAAAAAAAFs/anzKvdavvPs/s1600/P1010005.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; 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